Sodalício no Rio espera a visita do Papa

Rio de Janeiro, 24/06/13 (Notícias sodálites – Brasil). No contexto das preparações para a JMJ  o P. Fernando Genú, foi entrevistado por um diário local de Lima, Perú onde explicou o ambiente de expectativa pela visita do Santo Padre ao Rio de Janeiro.

O Pe. Fernando Genú nasceu em Brasília, mas viveu desde pequeno na cidade de Niterói. Concluiu seus estudos de filosofia e teologia na Faculdade de Teologia Pontifícia e Civil de Lima, depois viver muitos anos em Arequipa e Lima. Atualmente é vigário da paróquia ao Sodalício de Vida Cristã desde 1986. Reproduzimos aqui a entrevistada publicada em um especial do jornal El Comercio de Lima o dia 21 de junho de 2013.

Por que o Papa é um grande exemplo?

Porque falar a Deus é sem dúvida falar de seu coração e o coração do Papa Francisco é imenso. Em todo momento demonstrou um coração aberto, dialogantes. É um papa argentina que ama a humanidade e aposta pela juventude para que seja melhor. É uma pessoa de quase 80 anos que viveu uma vida que vale a pena seguir.

E como estão vivendo vocês estes dias prévios à sua chegada?

Com muita expectativa! São dias de bastante entusiasmo porque a chegada do Papa é uma benção para nós. Mas também são dias de trabalho duro, especialmente o Comitê Organizador Local (COL). Só para que tenha uma ideia da magnitude deste evento: estamos esperando entre dois a três milhões de pessoas e vamos contar com 237 lugares diferentes onde se realizarão as catequeses.

E o que foi mais complicado?

O mais difícil será receber a dois milhões de pessoas. Distribuí-las pelo Rio de maneira segura. Para isso, o comitê conta com o apoio da prefeitura e do governo do Rio de Janeiro.

Os jovens vão alojar-se em casa, colégios, escolas de samba…

São locais bastante amplos! Generosamente estão oferecendo seus locais para alojar aos jovens. Na verdade o que precisamos é simples: que tenha um teto, chão limpo e boa vontade dos peregrinos para viver esta aventura. Porque, no fundo, é isso: viver uma aventura de ser cristão e de fazer um sacrifício para estar com o Papa. São jovens que acreditam no amor, na paz e estão contra todo tipo de escravidão, de violência, de egoísmo.

Conte-me do que você se encarrega…

Eu estou encarregado da campanha de hospedagem da paróquia de Nossa Senhora da Guia. Nós temos que abrigar a 800 pessoas. Assim eu me dedico a buscar lugares: colégios, domicílios. Mas também vejo a preparação dos voluntários.

Quantos são?

São uns trinta. Entre jovens e pessoas mais adultas que apoiam os trabalho da paróquia. Esta foi escolhida como um dos lugares onde se vão dar a catequese. Aqui, além do mais, vamos oferecer cafés da manhã para entre 800 e 1000 pessoas. E agora também estou trabalhando na convocatória dos jovens da minha paróquia.

Como preparam aos jovens? Dão palestras? Capacitações?

Primeiro lhes explicamos o que é a Jornada. Lembramos as jornadas anteriores e também aprofundamos no lema deste encontro: “Ide e fazei discípulos a todos os povos”. A preparação também toma em conta a oração. A parte intelectual a estamos formando na fé. Curiosamente, a jornada deste ano coincide com o Ano da Fé Católica.

Qual mensagem você gostaria que o Papa Francisco desse durante a sua visita ao Rio?

Ao tratar-se de um evento par aa juventude, minha expectativa é que o Papa fale ao coração dos jovens. Ele nos deu amostras dessa simplicidade, de ir ao essencial e sem dúvida vai encontrar muito eco. Tenho a expectativa de que fale com força contra tudo aquilo que escraviza, que não permite ao ser humano ser livre. Eu espero uma mensagem simples, que seja próprio para a juventude. Tenho muita fé na sua mensagem.